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Escolhidos por Jesus…

Junho 20, 2009

Olá a todos,
para esta semana que vai começar, aqui fica uma reflexão da pastora estagiária Rute Salvador, à qual agradecemos o esforço por partilhar connosco esta meditação. Se quiseres guardar a meditação no teu computador, faz o download aqui.

Escolhidos por Jesus
Uma reflexão sobre João 15:9-17

Cada texto bíblico fala connosco, interpela-nos, vezes sem conta. Podemos, cada vez que lemos uma passagem, (re)encontrar sentidos para a nossa vida. Este texto do Evangelho tem várias ideias centrais para a nossa forma de sermos Igreja de Cristo. Centrar-nos-emos nas palavras em que Jesus, dirigindo-se aos discípulos, lhes diz que não foram eles que o escolheram, mas ele, o Mestre, que os escolheu. Não somos nós que escolhemos Deus, mas Deus quem, na Sua graça, vem ter connosco, nos chama, nos oferece o Seu amor, nos escolhe.
É verdade que, por vezes, fingimos não ouvir essa chamada, viramos costas, afastamo-nos. Mas Deus convida-nos, chama-nos e espera por nós, pelo momento em que nos aproximamos e aceitamos essa escolha… em que nos alegramos com essa escolha e nos empenhamos em servir a Deus e em fazer a Sua vontade.
Mas que escolha é esta? Para que somos nós chamados, escolhidos por Deus? Este texto do Evangelho dá-nos algumas respostas.

I – Somos chamados para a alegria. Ainda que o percurso de um cristão seja difícil, a viagem e o objectivo são um caminho de alegria: alegramo-nos profundamente quando ajudamos alguém, quando dizemos palavras que fazem os outros sentir a presença de Deus, quando sentimos Deus presente nas nossas vidas. No Antigo Testamento, a alegria era sinal de uma vida que se expandia, era característica do tempo de salvação e de paz. Em João, a alegria do Cristo ressuscitado é partilhada pelos discípulos, que vivem uma nova vida. Cada cristão, independentemente das suas falhas, vive na alegria do perdão de Deus, e não sob o peso da culpa ou do castigo.

II – Somos chamados para o amor. Somos escolhidos e enviados ao mundo para nos amarmos uns aos outros. Nesta sociedade em que tantos vivem só a pensar em si e a competir com os outros por um lugar ou posição, os cristãos são chamados e enviados para, através da sua vida, mostrarem o que é amar o próximo.
Poderíamos passar horas, dias, semana, a falar do que é o amor, o ágape. De forma breve, diremos apenas que este amor é uma vontade, uma decisão consciente, que se sobrepõe aos nossos impulsos de zanga e de revolta. Este ágape é o que nos permite desejar o bem a todos… mesmo a quem possa ter-nos magoado ou prejudicado. Isso não quer dizer que tenhamos de gostar de todos de igual modo. Quer dizer que, conscientemente, somos capazes de desejar o melhor para os outros, mesmo para aqueles de quem gostamos menos. É o texto que nos diz: somos escolhidos para o amor!

III – Somos chamados, escolhidos, para sermos os amigos, e não mais os servos. E impõe-se lembrar que ser chamado Servo de Deus era, por si só, motivo de grande honra, de orgulho. Moisés era o doulos, o escravo, o servo de Deus (Deut. 34:5), tal como Josué (Jos. 24:29) e David (Salmo 89:20). Também Paulo e Tiago usam este título. Mas Jesus oferece aos discípulos, e a nós, algo maior: Já não são os meus servos, mas os meus amigos. Já não são os que apenas obedecem, sem questionar ou compreender as ordens que vos são dadas; já não são apenas os executantes. Agora, diz Jesus, são os amigos, os que partilham dos mesmos princípios, os que obedecem com conhecimento de causa, compreendendo os motivos, reconhecendo os planos e os ensinamentos de Deus.
Não somos apenas os servos de Deus, mas os amigos, os caminham com Jesus, os que partilham a missão, aqueles por quem Jesus deu a sua vida.

IV – Somos escolhidos para sermos embaixadores, varas que dão fruto, e fruto que permanece. Vou enviar-vos, aparelhar-vos, para esta missão, diz-nos Jesus através deste texto. Não basta enviar servos. Tenho de enviar amigos, aqueles que compreendem esta missão, que a abraçam de coração, que a conhecem, que caminham comigo, que partilham esta proximidade com Deus. Não basta enviar servos… é preciso enviar aqueles que são parte de mim mesmo e que o demonstram pela sua própria vida, em amor e alegria.
Por outras palavras: somos escolhidos! Somos chamados! Podemos ou não corresponder a esta oferta de amizade, de proximidade de Deus… mas é Deus quem nos escolhe! É dele a iniciativa. É dele o desejo de nos acolher, de caminhar connosco, de nos ensinar e de nos enviar como embaixadores da sua alegria, do seu amor, da sua amizade.
Deus chama-nos. Deus escolhe-nos. Deus envia-nos. Que a nossa vida possa reflectir a luz de Deus e ser testemunho vivo de que Deus está presente, nos acompanha e, através de nós, chama outros homens e mulheres para partilharem esta amizade, esta alegria, este amor, esta missão. Ámen.

Rute Salvador
Junho de 2009

Um óptimo Domingo e uma semana de Paz,
João Matos

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